29 de julho de 2016

Filmes com um ar de fotografia vintage e poética são sempre maravilhosos de assistir... filmes leves, encantadores e que, mesmo carregando um drama existencial ou sentimental, nos faz mergulhar em outro mundo, refletir e ter fé nas coisas...
Abaixo deixo 5 destes tipos de filmes que  assisti recentemente  no netflix e curti muito:


Peixe grande  e outras histórias


Peixe Grande" é mais que um filme, é uma peça teatral fantasiosa e bela. Uma história contada bem ao estilo de livros infantis, mas de maneira poética e tocante.
Tim Burton se superou na direção de um filme nada convencional, que não tem uma definição adequada de gênero ou segmento. Imagine realmente uma história daquelas que ouvíamos quando criança antes de dormir, com toda sua magia e funcionalidade, passada para as telas da televisão através de uma obra de arte.
O filme mistura poesia, encantamento e fantasia, em um drama divertido e emocionante, contado através das histórias incríveis e duvidosas de Edward Bloom.
Seu filho, que voltou para ver o pai que se aproxima da morte, chega cheio de curiosidade e duvidas sobre a vida do pai, que sempre foi um mistério para ele. De uma maneira firme, ele decide descobrir a verdade sobre as histórias intrigantes contadas por Edward a todos, que chegavam a incomodar o filho. Mas, com o passar da trama, Will vai chegando a conclusões surpreendentes, e descobrindo que a realidade pode ser muito diferente do que ele imaginava.
A maneira lúdica e sensível que as histórias de Edward são contadas ditam a beleza do filme, que emociona tanto pelas cenas quanto pelos diálogos. O longa é uma mistura de fantasia e realidade, mas sem certezas nem definições, que ficam a cargo do expectador.
A vida emocionante e divertida do protagonista é posta na tela de uma forma diferente, delicada e admirável, como em um livro infantil contado para adultos ou crianças, já que esse filme é uma perfeita maneira de extinguir essa diferença. Um filme que emociona pela beleza de suas mensagens ocultas, e que reflete profundamente as coisas boas da vida e como as aproveitamos ou não.
Com personagens cativantes, que vão desde um gigante gentil a um lobisomem nada convencional, "Peixe Grande" é uma história de amor pela vida e por tudo que a cerca, demonstrado em um conto de fadas para gente grande, através de um relacionamento conturbado entre pai e filho.

Fonte: http://filmeanalise.blogspot.com.br/2009/05/peixe-grande-e-suas-historias.html




Little Boy


” …Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’, e ela irá. Nada vos será impossível.” (Mt 17,20)

Sabe aquelas histórias que te inspiram e te colocam pra cima, mesmo se o seu dia não foi lá ‘aquelas coisas’? Então… ‘Little Boy- Além do Impossível’,  filme que acabada de chegar somente à Rede Cinépolis de cinema, tem esse poder: mágico e ao mesmo tempo realista , simples enquanto é grandioso… bem , nos faltariam adjetivos pra descrever.

O longa se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde seremos apresentados à um garotinho (Jakob Salvati) que mora numa pequena cidade da Califórnia. O menino fica devastado quando seu pai é obrigado a deixar a família e partir para a guerra. Acreditando ter poderes especiais, ele desenvolve um plano para trazer o seu pai de volta ao lar e ter de volta o que considerava ser seu único amigo.

O tiro é certeiro!

Cada coisa no seu lugar e não deu outra: o filme é feito pra impactar o espectador de uma maneira ou de outra. É claro, que pra muitos pode parecer forçar sentimentalismos já tão explorados envolvendo filmes que tem a guerra como pano de fundo, mas é impossível não se render aos encantos do mini protagonista. O pequeno ator Jakob Salvati é sem dúvidas o grande trunfo dessa produção que tem , claro , o aval de um roteiro impecável, mesmo lançando mão do velho filão do filme cristão, mas que valoriza a história no tempo e no espaço.

Somos levados a vários ensinamentos, e entre eles é que a fé não se torna importante somente para que o resultado desejado aconteça , mas sobretudo para o que vamos colher durante o processo.

Resumo da ópera: Lindo de viver.

Fonte: http://alemdesorrir.blogspot.com.br/2015/09/resenha-do-filme-little-boy.html


A Espuma dos dias


Desde a primeira cena, o filme já nos alerta, estamos diante de algo extremamente inovador, diferente de tudo que estamos acostumados a ver, um universo onde tudo é possível, onde não há lógica, pessoas voam para chegar mais rápido nos lugares, sombras e comida possuem vida, casais precisam correr de carrinho de brinquedo para conseguir se casarem, um mundo onde limusines são transparentes e existem carros em formato de nuvem. Esqueça o que você conhece sobre a realidade, Michel Gondry desconstrói a lógica do cinema, a lógica da própria vida e mesmo levando tudo isso consideração, “A Espuma dos Dias” pode ainda não ser compreendido, porque de fato, nada faz muito sentido, muitos até se esforçarão para encontrar alguma metáfora, mas talvez a graça seja realmente essa, não encontrar o sentido. Essa fuga de paradigmas e conceitos passa a ser uma experiência muito única e só por esta experiência, o filme já vale muito a pena.

Por um lado, essas inovações mirabolantes de Michel Gondry são admiráveis, a cada nova cena, milhares de novos artefatos, engenhosidades de extrema criatividade, raros no cinema, é de chocar se pararmos para pensar todo o trabalho da produção. Entretanto, infelizmente Gondry não é capaz de dar a essas criações um motivo para estarem ali, não alteram a narrativa, não interferem em nada, por fim, acabam sendo meros objetos de cena, mas que erroneamente possuem um destaque muito grande na trama. Tenho a sensação que o diretor se perdeu em sua própria grandeza, deu tanta importância a essas engenhosidades que esqueceu os próprios personagens, havia uma bela história a ser contada, mas ela sempre acaba ficando em segundo plano.

“São as coisas que mudam, não as pessoas”. Esta frase é fundamental para toda a construção e compreensão deste universo. Enquanto Colin tenta sempre ver o copo meio cheio, jamais enxergando suas incapacidades, jamais pensando que poderá perder aquela mulher que mais ama, aquele universo em que ele mesmo criou vai perdendo a vida aos poucos, curiosamente sua casa vai diminuindo, e a fotografia, tão genial, expõe, visualmente, os sentimentos dos personagens, que perdem a cor ao decorrer da trama. Se ao início, o filme explodia em detalhes e cores, terminamos assistindo a uma obra em preto e branco. A fotografia, por sua vez, é bastante crua, deixando tudo muito real, por mais que haja este universo fantasioso, ele é muito crível, isso ocorre também, devido a maneira como são usados os efeitos especiais, com uma plasticidade retrô, apesar de futurístico, me lembrando, por vezes, programas infantis da década de noventa, é tudo bastante nostálgico. “A Espuma dos Dias” também apela para o humor, bem peculiar, mas que funciona, diverte, mas aos poucos, assim como suas cores, o humor e aquele romance delicado e gostoso de ver dá espaço para o pessimismo, a angústia, é, por fim, uma obra melancólica.

“A Espuma dos Dias” é muito diferente daquilo que vendeu nos trailers, pode ser um choque para muitos, principalmente aqueles que desconhecem a obra de Michel Gondry. Faz diferença também conhecer um pouco do autor do livro, Boris Vian, que aliás, eu desconhecia, estudou engenharia, é um apreciador do Jazz e de Jean Paul Sartre, são apenas detalhes, mas que trás um pouco mais de sentido à história, pois são, nitidamente, a base para a construção da obra.

Fonte: http://cinemaateca.blogspot.com.br/2013/11/critica-espuma-dos-dias-lecume-des.html


Toast - A história de um garoto com fome


O filme ‘Toast' (2010), dirigido por S.J. Clarkson, foi baseado na autobiografia do conceituado escritor e chef britânico Nigel Slate. O tema central da história é a comida, mas abordado sob outra perspectiva – o drama que as refeições industrializadas causaram na vida de um garoto.


        Na cozinha dos Slater, em Wolverhampton, Condado de West Midlands, Inglaterra, encontrava-se apenas enlatados. Comida fresca e preparada na hora não era bem-vinda e isso se tornou um tormento para o pequeno Nigel (Oscar Kennedy/ Nigel garoto e Freddie Highmore/ Nigel adolescente) que sonhava com refeições deliciosas feitas em casa e como poderia ser prazeroso prepará-las.

                         
A doce mãe de Nigel, Sra. Slater (Victoria Hamilton) tinha muitas limitações culinárias – ela só sabia esquentar enlatados. Sua melhor habilidade na cozinha eram as torradas com manteiga (por isso o nome “Toast”), preparadas na torradeira, claro, mas que Nigel amava.

Sofrendo com problemas pulmonares ela acaba falecendo e Nigel fica à mercê da nova empregada, Sra. Potter (Helen Bonham Carter), que, com o tempo, se torna a nova esposa de seu pai. Apesar dos seus atritos com a madrasta, o garoto tem que admitir que ela é a melhor cozinheira que já conheceu.

Os interesses culinários de Nigel vão se tornando maiores, talvez pela competitividade com a Sra. Potter pela atenção do pai, ou mesmo pelo desafio que este assunto representava na sua vida desde que era menino. Já adolescente, ele frequenta as aulas de economia doméstica na escola e confirma sua vocação profissional. Consegue finalmente reproduzir com perfeição a tão incrível receita da sua madrasta, a Torta merengue de limão.

Nigel vai embora da sua cidade quando também fica órfão de pai e, muito jovem ainda, entra para a cozinha do Savoy. A partir daí nasce para o mundo um dos mais brilhantes chefs e escritores da gastronomia internacional.

Muito diferente das histórias dos chefs de cozinha que normalmente citam avós, mãe ou tias como inspiração para sua profissão, o longa mostra que nem sempre um excelente cozinheiro se espelha em alguém da sua família.

Ambientado na década de 1960, o filme tem várias faces e uma das mais evidentes é a chegada dos eletrodomésticos e dos alimentos industrializados que revolucionaram os lares da época. Em várias cenas podemos ver as latas predominando na prateleira do mercado e na despensa da casa de Nigel. A batedeira, a torradeira ou o aspirador de pó  também são vistos em várias ações.

As cenas têm um ar vintage, com luz, cenário e trajes lindos. A trilha sonora é delicada e de muito bom gosto, sendo um dos pontos altos do filme. Inclui ‘If You Go Away’, uma versão de “Ne Me Quitte Pas”, por Dusty Springfield.


Aquela Noite


A história gira em torno das três personagens mencionadas na sinopse: Alice (Elisa Dushku), uma menina de 10 anos tímida que é muito caçoada pelos colegas; Sheryl (Juliette Lewis) uma adolescente de 17 anos cheia de vida que gosta de se divertir e Rick (Thomas Howell), um bad boy por quem Sheryl se apaixona.

Tudo acontece na perspectiva de Alice, que vê na vizinha Sheryl tudo aquilo que ela gostaria de ser. E, diante de alguns acontecimentos, o caminho das duas acaba se cruzando, assim como acaba se cruzando com o de Rick também. E depois de uma noite que os três passam juntos, nenhum deles será mais o mesmo.


Revisitar esse filme me dá um nó nostálgico na garganta e me faz acreditar que os filmes de antes eram MUITO MELHORES que os de hoje (não estou falando que são, gente, é apenas aquelas coisas que batem). "Aquela noite" tem muita coisa a passar, e o enredo clichê é muito secundário perto do significado da história. De fato, trata-se muito mais de que um romance entre uma patricinha e um bad boy, é uma história de amizade e de como um momento bem vivido pode ser importante na nossa vida.

E, principalmente, a história ensina sobre "perda", sobre nada ser pra sempre, sobre pessoas que vêm e causam um profundo impacto na nossa vida, mas que têm que se ir e as lembranças se tornam um tesouro. Hoje em dia ninguém está acostumado a perder nada, e acho isso uma grande fraqueza do ser humano contemporâneo. Estamos cada dia mais bombardeados de mortos que ressuscitam, de pessoas que voltam, mas não sabemos lidar com aquelas que se vão, e esse filme fala justamente disso, sem que essa ida represente algo ruim, porque a vida é assim mesmo. Lidar com a perda é um rito de passagem e é o que faz Sheryl passar de adolescente para adulta e o que faz a Allie passar de criança para adolescente.

fonte: http://www.visaoperiferica.com/2016/05/novidades-desabafo-e-dica-de-filme.html

Espero que gostem dos filmes
Beijão
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o segredo do vale da lua

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::Akasha Lincourt::

Akasha Lincourt... Taurina, Bipolar, 27 anos, sem enquadramento social, mas com ótimas lentes 50mm distorcidas ao invés de olhos. Apaixonada pela vida, pela arte, pela moda alternativa e pela estrada...

"VIVA RÁPIDO. MORRA JOVEM. SEJA SELVAGEM. E SE DIVIRTA!

Eu acredito no país que a América costumava ser. Acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da Estrada aberta. E meu lema é o mesmo de sempre. "Acredito na gentileza de estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma – dirijo. Apenas dirijo."

Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais sombrias? Você criou uma vida para si mesma onde é livre para experimentá-la?

Eu criei. Sou maluca pra caramba. Mas sou livre"

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