26 de setembro de 2015


Olá Pessoal, mais um fim de semana chegando, então é hora de fazer aquela listinha esperta de filmes para quem vai ficar em casa curtindo um edredom. Sozinho ou acompanhado, um bom filme sempre é a melhor pedida.
Hoje trago para vocês 5 filmes com protagonistas crianças, que eu considero um tanto quanto chocante, então por favor, publico 18+ na sala na hora de dar Play. Todos esses filmes você encontra facilmente online, e tem histórias pesadas, de infância traumática e dificil, carregadas de cenas bizarras, mas vale a pena ver o lado mais cruel da sétima arte também, amadurecer a cabeça e expandir os horizontes.
Bem, vamos aos filmes de hoje:

1. AS VIRGENS SUICIDAS

Esse filme me apareceu como indicação no facebook, após eu postar um outro filme que eu estava assisindo, o nome já me chamou a atenção, e foi dificil encontrar uma versão online sem falhas na internet para ver. realmente a historia das 5 irmãs é uma das que ficaram na minha cabeça, o jeito delas, sonhador e espontaneo também faz nos envolvermos bastante com as personagens


Cinco - logo depois, com a morte da caçula, quatro - meninas maravilhosas, na idade de descobrir o sexo e a vida, recebem uma educação ultra-conservadora e praticamente não têm chances de sair com rapazes. Seus pais, contudo, não são monstros. São parecidos com milhares de pais do mundo todo, cuja religiosidade extremada e convicções morais que beiram o fundamentalismo reprimem a explosão da adolescência, criando conflitos dificílimos de administrar. E agem dessa maneira não por maldade, e sim por amor às filhas. As tentativas de suicídio da mais jovem, Cecilia - a primeira, frustrada, e a segunda, mortal – fazem os pais flexibilizar e depois, assustados, radicalizar sua vigilância sobre as filhas restantes, construindo um caminho sem volta para a inevitável tragédia familiar.

Num primeiro olhar, o enredo e os cenários (cidade pequena, colégio, bailes de adolescentes) lembram Carrie, a estranha, mas esse vínculo é superado rapidamente pela delicadeza da narrativa, muito distante dos maneirismos de Brian de Palma. Por outro lado, Sophia Coppola não quer (ou não consegue) estabelecer uma identificação mais profunda do espectador com o cotidiano das meninas, porque seu drama é observado à distância, por quatro rapazes da vizinhança, que funcionam como narradores desde o início do filme. Este artifício tem conseqüências positivas - permitindo uma reflexão poética, tranqüila, quase nostálgica (eles contam a história conscientes da tragédia final) sobre os fatos – e negativas, "esfriando" a trama e esvaziando a dor das meninas. Provavelmente foi uma escolha consciente da diretora, que assim fugia, sem dúvida, de um enfoque demasiadamente feminista.



O roteiro privilegia uma das garotas - Lux Lisbon, a mais bela, a mais provocante, interpretada pela diabólicamente angelical Kirsten Dunst - e conta a história da perda da sua virgindade. Um novo personagem, colega de escola e desejado por todas as meninas da cidade, é introduzido para fazer o serviço. O ator, Josh Hartnett, é competente, vem acompanhado de três amigos igualmente verossímeis, e toda a cena do baile e da transa é bacana; contudo, de repente, os quatro rapazes narradores ficam muito distantes dos acontecimentos, só conseguindo retomar sua força dramática nas últimas cenas. Talvez uma maior condensação de personagens tornasse As virgens suicidas um filme mais poderoso, mais emocional, mais intenso, sem perder o clima poético que a diretora claramente persegue e obtém.

Uma última palavra sobre Kathleen Turner, a maravilhosa atriz que fazia a temperatura subir até o ponto de ebulição naquela banheira de Corpos Ardentes (1981). Ela está magnífica como a mãe das virgens, e seu desempenho é tão desglamurizado que chega a ser assustador. "Ela está velha...", provavelmente vocês estão pensando, mas o cinema tem ferramentas muito eficientes para vencer, ou atenuar, vinte anos de deterioração física. Nesse mundinho de aparências fúteis, de plásticas, silicones e rostos que parecem estar conservados num balde de formol, ver Kathleen Turner, em Virgens Suicidas, com todas as rugas a que tem direito, é uma lição de vida. Da fragilidade da vida. E de como um filme, dirigido por uma mulher, pode desmontar, sem alarde, a equivocada visão masculina da eternidade das musas do cinema.

2. MISS VIOLENCE

Descobri este filme em uma das minhas buscas aleatórias em categorias de drama, na semana passada, e logo no começo o filme já mostra seu ar pacatamente morbido. Apesar de já começar com uma cena chocante, o filme se mostra parado até as coisas mudarem repentinamente de rumo, e as historias por tras da familia começarem a surgir uma por uma, e as peças começarem a se encaixar. Aviso que o sentimento de revolta vai imperar a todo momento.

Miss Violence começa com uma festa infantil: um bolo, garotas loiras em vestidos de cor pastel correndo e brincando em volta da sala, balões. Lentamente a câmera se afasta da festa e acompanha Angeliki, a aniversariante, toda vestida de branco, em direção à sacada. Ela então olha para o espectador, sorri desafiadora e se joga.

Alexandros Avranas lança então seu filme como um desafio: o sorriso de Angeliki torna o espectador seu cúmplice e ao mesmo tempo o acusa. Algo acontece ali, algo está obviamente errado com aquela família, mas todos, amigos, assistência social, professoras, parecem cegos. Angeliki, a protagonista que sai de cena nos primeiros segundos de filme, convida o espectador a ver.

A câmera de Avranas está quase sempre na altura dos olhos de uma garota de 11 anos e boa parte do seu filme é feito em subjetivas, transformando o apartamento de três quartos, onde quase tudo se passa, em um labirinto, ou melhor, nas estranhas de um animal assustador. Há uma constante sensação de claustrofobia e soterramento, como se aquele apartamento de classe média em Atenas estivesse quilômetros abaixo da terra.

E de alguma forma, para suas habitantes, ele está. Myrto e Alkimini vivem um inferno que vai, aos poucos, se descortinando para o espectador conforme os habitantes dele lhe são apresentados. Myrto é adolescente, Alkimini uma criança de 8 ou 9 anos, elas vivem com Eleni – a quem Myrto trata de irmã, mas Alkimini de mãe –, o pai e uma avó. É na fala das garotas que começam a se descortinar as estranhas e suspeitas relações familiares.



Avranas fornece logo nos primeiros minutos todos os elementos para que a história de incesto e escravidão seja compreendida, mas ele não a revela explicitamente até quase uma hora de filme. Ao fazê-lo, ele sustenta o desafio de Angeliki: você pode ver, mas talvez escolha não fazê-lo, talvez se decida que o que parece estar acontecendo é terrível demais e você deve estar enganado, talvez decida que não é seu problema. Elementos suspeitos surgem o tempo todo na frente dos assistentes sociais que passam a frequentar a casa para investigar o suicídio – estão no comportamento de Myrto na escola, na quase catatonia da avó –, ainda assim, ninguém faz nada.

O tensão do filme se coloca entre as visitas da assistência social, que tentam investigar o suicídio de Angeliki, o pai que jura que tudo não passou de um acidente, e o desespero de Myrto para sair da situação. Eleni e a avó passeiam pelo filme quase como zumbis, e Alkimini é pouco mais que um cordeiro para o abatedouro. No entanto, conforme a história avança, a tensão vai se mostrando cada vez mais impassível: a única saída foi a adotada por Angeliki, quando a irmã mais velha lhe contou o que a esperava.

Os últimos anos têm visto uma onda que pode ser denominada de “novo cinema grego”: filmes de alta experimentação formal que tratam das mudanças na sociedade grega e, principalmente, da crise econômica. Todos Os Gatos São Brilhantes e O Garoto Que Comia Alpiste (candidato grego ao Oscar de 2014) são exemplos, mas o título mais famoso dessa safra é sem dúvidas Dente Canino. A história de incesto, estupro e isolamento revestida de humor negro chegou a ser indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro e colocou o cinema grego no mapa. O filme chamou atenção por não ser inteiramente dominado por seu tema, ele era desenvolvido com um olhar distanciado e um formalismo frio.


É impossível não compará-lo a Miss Violence: ambos falam de incesto e encarceramento familiar usando uma rigidez técnica que distancia a tragédia. Os planos de Avranas são matemáticos, duros, sempre emoldurados por formas geométricas do cenário. A paleta de cores é uniforme e adocicada, repleta de tons femininos e infantis, o que vai ganhando um gosto de ironia amarga conforme o longa avança. As atuações são contidas, mínimas, realçando a sensação de prisão dos personagens.

O formalismo e a rigidez fazem muito por filmes como esses. Ao apresentar a coisa sob uma ótima fria, os diretores evitam o melodrama e o excesso de manipulação emocional que enfraqueceria suas obras. Da forma como existem, Miss Violence e Dente Canino são de uma força extraordinária, relatos crus e sem disfarces de um horror que nos acerta nas vísceras.

É importante considerar também que esse novo cinema vem do lugar onde as artes cênicas são mais antigas. Avranas não nega a influência da tragédia grega e ela aparece de duas formas diferentes. Nas peças antigas os personagens são empurrados a ações condenáveis (por exemplo, o sacrifício de uma filha pequena) pelas circunstâncias ou pelos deuses, não há qualquer autonomia humana. Em Miss Violence o pai poderia acusar a crise econômica e a dificuldade financeira por enganar o sistema de assistência social e prostituir a filha pequena, mas seu genuíno prazer na violência que inflige é inegável. São as meninas as personagens trágicas, sem qualquer saída exceto a morte.

A crise econômica não está ausente de Miss Violence, mas ela aparece apenas como comentário passageiro, ou pano de fundo. O tema de Avranas parece ser muito mais o potencial violento e obscuro da natureza humana, o horror dos nossos impulsos quando não colocados em cheque, e dessa forma seu filme, embora hermético e claustrofóbico, acaba se transformando em possível aviso. Ele não desvia o olho do potencial violento e dominador do ser humano, algo importante de se ter em mente em um país que parece à beira de explodir.

fonte: http://www.posfacio.com.br/2014/09/25/critica-miss-violence/

3. THIS IS ENGLAND

Eu encontrei esse filme na mesma categoria que encontrei Miss Violance, e sem duvidas é um filme chocnte, pois mostra num triangulo detalhado, duas vertentes dos Skin Heads, envolvendo um garotinho que só queria ser aceito e acolhido num grupo, desobrindo com os mais velhos como a vida funciona, e apesar do meio em que vive, guarda ainda seus valores juvenis

Lançado em 2006, dirigido por Shane Meadows, This is England narra a história de um garoto de 12 anos, Shaun (Thomas Turgoose), morador de um bairro operário em 1983. Após perder o pai, na Guerra das Malvinas (abril a junho de 1982), e ser vítima de outros alunos na escola, o menino se envolve com um grupo de jovens skinheads. A película então nos apresenta rapazes e garotas que se divertem ao som de músicas de origem jamaicana como o ska, vestindo jeans com suspensórios, camisas Ben Sherman, botas Doc Martens e adotam os cabelos raspados.

    Shane Meadows é conhecido por incrementar fatos autobiográficos em suas produções. Em This is England, o diretor concebeu uma trama baseada em sua própria experiência com um grupo skin do seu bairro – Westlands Road, área de Uttoxeter, Staffordshire. Meadows explora o contexto em que muitos desses “cabeças raspadas” surgiram ou foram se modificando.
    História envolvente e com atuações consagradas – Thomas Turgoose, Stephen Graham, Joe Gilgun, Adrew Shim –, além de música, figurino, fotografia e cenários bem adaptados aos anos 80 do século XX e aos primórdios do movimento Skinhead na Inglaterra, This is England é mais do que uma produção cinematográfica de sucesso. Poderíamos pensar em This is England como um laboratório, como um objeto de estudo a ser analisado pelo menos em três pontos importantes.
     Em primeiro lugar, o filme apresenta o movimento skin ainda em formação. A narrativa reconstitui parte desse universo underground, em que os jovens ainda eram mais conhecidos pelas vestimentas inspiradas em operários e pelas músicas que ouviam, sem qualquer conexão imediata com uma apologia da violência ou uma pedagogia da intolerância.
    É este desvio para práticas de inspiração fascista o cerne do segundo aspecto fundamental do filme. Isto aparece na mudança ocorrida no grupo de jovens skins após a sua divisão, um processo que dá origem a um segundo segmento com idéias racistas e acentuado nacionalismo. O catalisador desta cisão é o personagem Combo (Stephen Graham), membro que havia sido preso, retornando com um discurso de defesa aos ingleses e explícito no ataque aos imigrantes.


    Outra peculiaridade do filme This is England é seu uso do audiovisual como fonte histórica. Encontramos isso nas cenas formadas por registros de telejornais inseridas no filme: há soldados ingleses voltando da Guerra das Malvinas,  passeatas  de operários contra o Governo Thatcher e imagens de ataques a imigrantes. Deste modo, Meadows procurar mostar que conta uma história verdadeira, nada fantasiosa. A cenografia do filme é cuidadosa. Sutilmente aparecem pichados nos muros ataques ao Governo inglês, homenagens a bandas surgidas naqueles tempos como Specials, The Upsetters, Soft Cell, Dexy’s Midnight Runners e Sckrewdriver.
    Estes três aspectos analisados sobre This is England não esgotam as possibilidades de interpretação e uso deste filme ou as intenções do diretor. Antes, elencar esta tríade é provocar uma discussão sobre o papel do filme na investigação histórica. É ressaltar a sua contribuição sobre o que foi o movimento skinhead nos anos 1980. Por fim, é entender o filme como mais do que uma ferramenta histórica, mas como um grande laboratório para refletir sobre os problemas do tempo presente.

Fonte: http://www.tempopresente.org/index.php?option=com_content&view=article&id=5292:o-filme-this-is-england-um-laboratorio-para-o-tempo-presente&catid=13&Itemid=129

4 - GUMMO

De todos os filmes que mencionei nesse post, sem duvidas este é o mais pertubador, e até hoje não sei dizer se gosto, ou não gosto

Filme difícil de digerir, um tanto quanto denso. A experiência não é das mais agradáveis. De fato, durante a projeção fiquei tentado a desistir de chegar até o final – não pela temática do projeto, mas pela maneira que o filme é conduzido. Uma sensação de mal estar é quase que inevitável durante os 89 minutos que nos encontramos em frente à tela..
O responsável pela façanha é o cultuado Harmony Korine, que estrou no cinema ao assinar o roteiro de um outro filme perturbador: Kids. Em Gummo, ele estreia como diretor e faz algumas experiências bizarras no controle das câmeras.
É um exercício penoso tentar elaborar uma sinopse para este filme, porém se eu tivesse que identificar um protagonista para a história (se é que podemos dizer que há uma história) seria a caótica cidade de Xenia, em Ohio. Ao mesclar ficção com fatos reais, Korine nos apresenta a um lugar pós-apocaliptico após um tornado ter devastado à cidade em questão.

Muitos morreram, pessoas foram dizimadas e famílias despedaçadas.Já não há mais adultos e agora as crianças e adolescentes sobrevivem por eles mesmos. Neste contexto, como seria a vida destas pessoas? Harmony Korine traz uma visão niilista em sua película: há uma desconstrução de padrões difícil de suportar. A cidade é imunda e desorganizada – não há uma única cena que não seja extremamente poluída (entenda sujeira, brinquedos despedaçados, pernas de boneca penduradas, camas desarrumadas, louça sem lavar, água preta, carros quebrados, roupas velhas, unhas sujas, entre outros).


O filme não tem uma história central. Ele começa sem um início e termina sem um fim. Simplesmente somos arremessados para dentro da cidadezinha de Xenia. Como uma espécie de guia turístico, o diretor nos convida a conviver por alguns minutos com a rotina de seus moradores. Somos introduzidos para a escória do submundo humano – vamos participar da antivida de seus habitantes e mesmo querendo fechar os olhos, vislumbraremos apenas como se dá a sobrevivência daqueles que, de alguma maneira, já estão mortos.

Dentre estes habitantes, temos um núcleo inspirado no White Trash – ou Lixo Branco, termo utilizado para pessoas brancas de baixíssimo estatuto social, cultural e econômico. Equivale a chamar as pessoas de selvagens ignorados pela civilização. De fato, é isto que encontramos. Pessoas esquecidas que cultivam a sua própria imundice, como num movimento que diz “é isto que vocês querem? Então é isto que vocês teen!” – um freak show depressivo, onde encontramos a podridão da humanidade concentrada num único local.

O mais irônico, e talvez este seja o ponto que Harmony Korine pretenda chegar, é que por mais distante que este mundo pareça estar de nós, encontramos nele tão somente o que encontramos no nosso dia-a-dia. Não há nada de novo, senão repetição do nosso cotiano. Talvez seja por isto que nos sentimos tão perturbados: quando encontramos à nossa imundice espelhadas diante de nós, sentimos repulsa – quando não vergonha – de quem somos.



Basta pegar os elementos tratados em Gummo e comparar com nossa vizinhança – ou mesmo dentro de nosso lar: suicido – há relatos desesperados pelo fim do tormento que é esta vida sem sentido, nem razão; prostituição – há pessoas que vendem seus próprios entes para se prostituirem em troca de algum dinheiro; abuso sexual – pais que estupram filhos e pessoas que forçam uma relação; racismo; dependência de drogas; tortura de animais; violência pró-diversão; doença; preconceito e homofobia.


Tudo isto manifestado por jovens menores de idade. O tapa na cara é forte. A discussão é hiper-real justamente por que não sabemos o que seria da vida caso estivéssemos nesta posição surreal. Existe o real, evidenciado pelas situações acima, ofuscada por um fictício, que é o universo proposto por Korine. Quando pegamos todos os elementos e jogamos num liquidificador temos uma sociedade hiper-real: não falsa, não fantasiosa, mas real em um determinado nível de modo que não podemos alcançar esta realidade – por isto hiper-real.

Filme de alto teor culto e reflexivo, porém na mesma proporção encontramos a melancolia, pessimismo e desânimo. Fora a trilha sonora que te leva entre músicas calmas dos anos 50 para o Trash metal mais pesado possível. Isto atenua ainda mais o mal estar, como se lhe jogassem para cima e para baixo sem freio nem remorso.

Eu, particularmente, não pretendo revisitar o filme, a não ser em minha mente, onde ele está bem vivo, principalmente algumas cenas chocantes que insistem em permanecer. Termino esta resenha e vou direto tomar uma aspirina, para curar a dor de cabeça, e um energético, para me trazer disposição e – quem sabe? – um sorriso. Korine pegou pesado demais neste trabalho. Porém eu bato palmas de pé para o diretor e irei acompanhar os seus outros trabalhos, afinal ele atingiu o seu objetivo apenas ao trazer o espelho para a tela de projeção.

fonte: http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/08/15/vidas-sem-destino-gummo-1997/

5. O JARDIM DOS ESQUECIDOS

O Jardim dos Esquecidos, o filme é uma readaptação cinematográfica de um livro muito antigo. A sua primeira versão foi lançada em 1979, mas a segunda foi no começo desse ano de 2014, o filme trata de assuntos polêmicos e pesados. Como gostei muito dele, vim aqui hoje para recomendá-lo pra vocês!
O filme conta a história dos irmãos Chris, Cathy, Carrie e Cory, esses dois últimos sendo gêmeos, que viram órfãos de pai logo no início do filme. Viúva, desempregada e sem nenhum talento especial além de ser bonita, sua mãe acaba tendo de tomar medidas drásticas para viver sem a ajuda financeira do seu falecido marido, que lhe dava tudo o que esta pedia. Ela acaba pedindo ajuda de sua mãe: uma mulher extremamente religiosa que a odeia com todas as forças por uma atitude considerada por ela errada tomada por sua filha muito tempo atrás, atitude essa que nos é esclarecida no decorrer do filme.
O problema é que a avó das crianças não odeia só a própria filha, mas odeia as crianças também, ela as odeia tanto, que as prende em um quarto no andar mais alto da casa, levando comida todos os dias e deixando-as sair do quarto somente para o sótão, local que usam para brincar, fazendo com que elas sintam-se presas, gerando nelas um amadurecimento demasiadamente rápido e a criação de laços afetivos peculiares. As crianças acreditavam que ficariam naquela situação por apenas uma noite, já que sua mãe havia dito que eles ficariam ricos depois que ela herdasse a fortuna de seu pai e se mudariam dali para um lugar bem melhor, coisa que não acontece, já que a mãe as esquece aos poucos e passa a se interessar somente nas suas ambições pessoais.



O fato de ficarem presas em um lugar pequeno como um quarto e um porão faz com que as crianças criem uma própria forma de pensar. Baseando-se nesse principal conflito de "cativeiro", o filme aborda vários temas difíceis, como a passagem da fase adolescente para a adulta, que é difícil para os dois mais velhos: a garota não entende o que está acontecendo com o seu corpo e o garoto começa a sentir atração por mulheres. Eles acabam desenvolvendo uma relação de romance e cumplicidade, passando a agir como pais para os irmãos mais novos. Mesmo que o assunto seja pesado, o incesto é tratado de foma delicada nesse filme, mostrando como a relação entre os dois mais velhos se desenrola naturalmente de acordo com as necessidades e desejos que eles têm.
O filme conta com atuações incríveis, a maioria dos atores eu não conhecia, sabendo apenas a existência da mãe deles, a atriz Heather Graham, que fez um trabalho bom dentro do papel que lhe foi proposto, mas, em minha opinião, as melhores atuações foram da atriz que interpretou a avó das crianças, Ellen Burstyn, e do ator que incorporou o Chris na trama, o Mason Dye. Ela soube muito bem passar o ódio que sua personagem sente pela filha e ele soube como demostrar as mudanças corporais e mentais que ocorriam em seu personagem no longa, além de ter conseguido também mostrar a confusão que ele sentia em relação a sua irmã: sentir-se atraído por ela era certo ou errado? Essa dúvida o acompanha durante todo o  filme. Além deles, os outros atores também fizeram um bom trabalho, principalmente as crianças, que conseguiram passar de forma excelente o quanto ficavam desesperadas dentro daquele espaço ao qual foram condicionadas a estar.


O filme é do tipo horror alternativo: ele não te deixa com medo, mas te deixa agoniado, revoltado e claustrofóbico do começo ao fim, com vontade de estar no lugar das crianças e dar uma boa lição na mãe deles e na vó também! Durante toda a trama você vai torcer para eles conseguirem fugir dali e terá momentos em que você vai ficar na ponta do sofá de tão ansioso que as situações que eles se metem vai te deixar, o filme é incrível, se você gosta de um filme que te faz pensar, que te arrepia e surpreende, esse filme é pra você!
Sendo peculiarmente original, O Jardim dos Esquecidos mostra o quanto a natureza humana é frágil e pode ser alterada de acordo com os termos a qual é imposta, também mostra o quanto uma pessoa pode mudar para sempre por fatos ocorridos em um passado muito distante e o quanto o ser-humano pode ser ganancioso, usando formas revoltantes para conseguir  que quer, o filme é revoltante, inovador e, principalmente, instigante, você ficará curioso durante toda a trama para saber o que vai acontecer com as crianças e, quando o filme acabar, ainda vai desejar mais!
fonte: http://letrasdepijamas.blogspot.com.br/2014/06/resenha-de-filme-o-jardim-dos-esquecidos.html


É isso ai pessoal, essas foram as dicas de hoje, antes de assistir aos filmes, assista ao trailer primeiro, todos tem trailers no youtube, e tenha certeza que irá querer ver, depois não diga que não avisei ;)

beijos
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Um comentário:

  1. Sobre O Jardim dos Esquecidos: O livro não é "muito antigo". O primeiro livro (de uma série de 5) foi lançado em 1979, e a primeira adaptação para o cinema foi feita em 1987.
    Já há 3 sequencias ao filme de 2014 prontas também, todos feitos para a TV.

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::Akasha Lincourt::

Akasha Lincourt... Taurina, Bipolar, 27 anos, sem enquadramento social, mas com ótimas lentes 50mm distorcidas ao invés de olhos. Apaixonada pela vida, pela arte, pela moda alternativa e pela estrada...

"VIVA RÁPIDO. MORRA JOVEM. SEJA SELVAGEM. E SE DIVIRTA!

Eu acredito no país que a América costumava ser. Acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da Estrada aberta. E meu lema é o mesmo de sempre. "Acredito na gentileza de estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma – dirijo. Apenas dirijo."

Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais sombrias? Você criou uma vida para si mesma onde é livre para experimentá-la?

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