28 de setembro de 2015


De certa forma eu escolhi que seria sobrevivente no últero da minha mãe, quando a vida me expulsou de lá de dentro aos 8 meses, fraca e doente, eu disse "oras, já que eu sai, deixe-me ficar", e fiquei até a vida começar a testar a minha vontade de viver, primeiro com a arma que falhou no tiro que devia ser disparado acidentalmente pela minha irmã, depois aquela maldita pneumonia que me deixou em coma por um tempo consideravelmente bacana para os médicos pensarem em desligar a parada toda, mas a minha mãe não deixou quieto.. "ela fica nesse mundo", foi rezar e Deus pessoalmente me trouxe de volta pro corpo pela mão, eu ouvi ele me dizer "Volta que não é a hora", e obedeci, e então vieram todos aqueles dramas de hospitais, de doenças, de disturbios, e em 2011 eu achei que eu pela primeira vez iria por opção.. "não tem o que fazer, ela está morta, disse o policial", mas olha lá, não é que eu voltei? o protetor me botou de novo em órbita e pude vê-lo outra vez..." Vai ficar aqui sim pra aprender a deixar de ser besta"... Só que voltei piorada na conciência de saber o que é a vida, e o que é a morte... e o pior: saber que é a morte em vida. Todos os dias eu quero festejar, viajar, amar como se fosse o último, é como se eu visse o poço e o pendulo, a ampulheta de areia que rege nosso tempo de vida e cada dia caem mais grãos. Me irrita as pessoas não terem a mesma conciência, dá vontade de gritar: Olhe para o mundo lá fora, olha quantos lugares que você não conhece, quantas pesoas que você nunca viu, quantos mares que você nunca nadou!Porém logo tomo a conciência que essas palavras também servem para mim, quero mudar tuo isso, mas não dá, me sinto como um astronauta que ficou sem gasolina durante sua viagem no tempo, e caiu bem onde não queria estar, num mundo moderno onde as pessoas criam coisas para estarem acomodadas, e trabalham 24 horas por dia para comprar tudo o que as distânciam do significado de viver de verdade.
Eu estou no lugar errado, ou não encontrei as pessoas certas ou um modo certo de viver?





Talvez eu seja louca, visionaria ou sonhadora, mas deveria existir uma cidade subterrânea para pessoas assim, onde todo dia apreciariamos os sorriosos, as conversas, as experiências e os toques, um lugar pafudê, cheio de gente querendo viver intensamente... e eu espero que eu realmne consiga estar nesse lugar e sentir que estou realmente vivendo, E NÃO SOBREVIVENDO...
antes que eu decida desembarcar daqui outra vez.







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::Akasha Lincourt::

Akasha Lincourt... Taurina, Bipolar, 27 anos, sem enquadramento social, mas com ótimas lentes 50mm distorcidas ao invés de olhos. Apaixonada pela vida, pela arte, pela moda alternativa e pela estrada...

"VIVA RÁPIDO. MORRA JOVEM. SEJA SELVAGEM. E SE DIVIRTA!

Eu acredito no país que a América costumava ser. Acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da Estrada aberta. E meu lema é o mesmo de sempre. "Acredito na gentileza de estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma – dirijo. Apenas dirijo."

Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais sombrias? Você criou uma vida para si mesma onde é livre para experimentá-la?

Eu criei. Sou maluca pra caramba. Mas sou livre"

Email: Akasha_lincourt@hotmail.com

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