30 de julho de 2015

Para falar sobre a segunda parte de meu mochilão, eu tenho que falar sobre a primeira parte, pois preciso citar San pedro e o Deserto do Atacama um pouco mais, pois esse é o caminho que nos levará até nossa estadia no salar de Uyuni.
Então se você não leu a primeira parte, CLIQUE AQUI e dê uma lida para compreender todo o meu percurso até o deserto de sal.

Como dito no ultimo post, há diversas agências que tem tour para o salar de uyuni, e a diferença de preços entre elas é exorbitante, então vale a pena bater perna de agência a agência para pesquisar os preços, como eu também já alertei, muitos marketeiros contam lorotas extraordinárias aos turistas para vender passeios caros, então tem que ter pulso firme e muita vontade para pesquisar, e acima de tudo, conversar com viajantes que chegaram antes de você na cidade, ou que já fizeram o passeio.
Os passeios ao Salar de Uyuni, na Bolivia, dividem-se basicamente em dois tipos de pacote: o de 4 dias, indo de Atacama e voltando pro mesmo, ou de 3 dias, atravessando o deserto e chegando até uyuni. Emcontramos preços de 800 a 370 reais, esse ultimo depois de muita pesquisa e um pouco de sorte em termos um grupo grande pra enfiar nos jipes.
Algumas pessoas vão até o Uyuni direto e pegam agencias de lá, dizem que o valor é mais barato, mas optamos por não arriscar a rota e ir direto ao salar saindo de San pedro. Se você não compreende o idioma ou está sozinho: CUIDADO. Algumas agencias cobram o triplo ao ver que você está meio perdido e vunerável.


Esta na foto é a Suky, a Suky é de hong Kong e estava viajando sozinha por San pedro, Mulher divertida e corajosa que tem uma bolsa igual a do gato felix que sai tudo o que se precisa de lá. A Suky não fala espanhol, apenas inglês, encontramos ela sozinha na agência e os caras queriam cobrar o triplo dela pelo mesmo passeio que o nosso pois ela não entendia o idioma, a moeda e o percurso, salvamos a Suky e colocamos ela no nosso grupo pelo mesmo valor que a gente iria pagar e virou nossa parceira.
Quando você contrata uma agência para o tour no Uyuni, consiste em alugar um 4x4 com um motorista guia, e noites em refugio com comida incluida,

O passeio começou em San pedro de atacama, passando pela região do salar de atacama , terminando em Uyuni.

Salar de atacama
Árbol de Piedra - Bolivia

LAGUNAS ALTIPLANICAS (Honda, Chiarcota, Hedionda e Cañapas) - bolivia


Para passar na aduana entre chile e bolivia para o passeio ao salar, tem que pagar uma taxa de cerca de  150 bolivares). E Eu tive a sorte (só que não), de perder o meu celular na fronteira da bolivia, antes de alcançar os gazers ele caiu do meu bolso da aduana e nunca mais o vi, assim começou a minha escasses de fotos e a falta de comunicação com o mundo exterior, e mais pra frente, a batalha para conseguir dinheiro, relacionada a perda do celular, mas isso explico mais pra frente.
Porém, perder meu celular me mostrou como o material é superfluo e consiguimes muito bem viver sme internet e celular. Eu só senti mesmo era falta da camera do celular, mas ter uma vida independente longe dos barracos cotidianos da internet foi libertador.
Os refugios da bolivia são lugares simples, depois do passeio é lá onde paramos para comer e para descansar. Banho? Esqueça! Então leve muitos lenços umidecidos para a higienização, alguns refugios tem agua quente, mas você tme que pagar, em dólar e á parte, para usar. Além de que o banheiro e o refugio, sem calefação, e a condição precária do banheiro vai te fazer desistir do banho e optar pelo banho de gato de lenço umidecido. Mas deixando a frescura de lado, eles tem tudo o que você precisa: uma cama, cobertores, travesseiros, e a refeição. Cigarros, bebidas, guloseimas? Se não trouxe de san pedro esquece, você está no deserto cara. Já ficamos felizes em achar uma tomada pra carregar todos os eletrônicos, já foi uma conquista.
Uma coisa que você tem que saber sobre a bolivia: A COMIDA É HORRIVEL. Ao menos de todos os lugares que estive, higiene também não é o forte, e o Pollo (frango) está em todas, é frango no café da manhã, frango no almoço, frango no jantar... e lhama, lhama que eu particularmente não curto, são bixinhos fofinhos e a carne deles é forte, experimentei um pedaço e tô fora... Emagreci 5 kilos por que não conseguia comer na bolivia, e sobrevivi com barras de proteinas hipercaloricas que trouxe do brasil.

Foto por Laura rocha de oliveira /DF

Foto: Nosso refugio

Sem duvidas o passeio ao salar tem que ter total desprendimento ao conforto, os refugios tem esse ar de humildade, há refugios mais aconchegantes, porém  cada conforto a mais é cobrado, lembre-se disso, e abrir mão de certas coisas por miseros 3 dias co, certeza só vai agregar boas histórias a sua vida de mochileiro.

Foto por Laura rocha de oliveira /DF
Fotos: Lhamas que apareceram em nosso refugio

Mesa de café em um dos refugios
Foto por Laura rocha de oliveira /DF
Nosso grupo no refugio, com adição de um rapaz da espanha, o Santin, e a Suky, de Hong Kong

Os refugios são simples, as cidade humildes, ao redor dos refugios a mais completa desolação, mas se você é serelepe como eu, nem um deserto poderá impedir você de fazer novos amigos.
Logo no primeiro refúgio avistei um grupo de rapazes desmembrando a cabeça de um flamingo que encontraram no deserto para fazer um colar. Dois rapazes da Nova Zelândia, Um rapaz italiano. Um deles me chamou para ver o que o italiano estava fazendo, e logo começou a amizade. Não é todo dia que você faz amizade com pessoas no meio do deserto, e com elas esmagando a cabeça de uma ave morta com uma pedra, mas esta amizade só foi melhorando pois começamos a trocar bebidas de nosso cantil, e recebi um convite para uma festa num outro refugio também no meio do deserto que foi a coisa mais parecida com american pie que já vi. Rapazes da inglaterra, estados unidos, italia, nova zelandia e alemanha dançando em cima da mesa, mostrando a bunda, bebendo pra caramba, virando as mesas, uma diversão garantidissima.

Rapazes que conhecemos no Refugio, dois da Nova Zelandia, 1 da Itália, e o grupo do Brasil
Ensinei eles a beber "Farmacia" brasileira, rs

O incrivel é que eu estava sem celular, não tinha pego contato de ninguém, mas eles conseguiram me encontrar no facebook, além do refugio acabamos nos encontrando novamente ao acaso na isla del pescado onde tivemos a oportunidade de tirar essa foto, que eu adoro.
Mas antes de falar da Isla del pescado, vamos a parte que interessa a todos:

 O salar de Uyuni:

"O DESERTO DE SAL

Se nunca teve a sensação de estar noutro planeta, então impõe-se uma visita ao Salar de Uyuni, no Sudoeste da Bolívia. Uma imensidão de sal a perder de vista, a cerca de 3800 metros de altitude, em plena cordilheira dos Andes. É um dos mais espectaculares lugares da terra.

Texto: Alexandre Coutinho

 O Salar de Uyuni, na Bolívia, é um dos poucos lugares do mundo onde pode experimentar a incrível sensação de estar noutro planeta. Habitualmente familiarizados com grandes superfícies cobertas por água (oceanos, mares ou grandes lagos), neve (Norte da Europa e da América) e areia (desertos do Norte de África, Ásia e Austrália), é com visível surpresa que avistamos pela primeira vez este resplandecente deserto de sal, animado por uma infinidade de reflexos de luz dos cristais em directa exposição ao sol. É uma sensação estonteante.

Se, durante do dia, o Salar de Uyuni surpreende e ofusca qualquer imagem que dele possa existir na nossa imaginação é, certamente, ao cair da noite, que esta paisagem se apresenta de uma forma mais surrealista. Quando se assiste, em simultâneo, ao um pôr-do-sol, a Oeste e ao nascer a lua, a Este, o cenário escapa a qualquer descrição. De noite, com o céu completamente limpo, a esfera celeste povoa-se de estrelas, em número tão grande como nunca, em vez alguma, a vista humana pôde alcançar. A milhares de quilómetros de qualquer fonte significativa de luz artificial, o salar constitui um verdadeiro paraíso para os entusiastas de astronomia que queiram familiarizar-se com o panorama de estrelas do Hemisfério Sul. Do sol tórrido do meio-dia, a temperatura pode descer facilmente para valores abaixo de zero durante a noite.

 As ilhas de terra no centro do Salar retêm a água que garante a sobrevivência da sua fauna e da flora próprias O Salar de Uyuni estende-se a perder de vista, entrecortado aqui e ali por algumas «ilhas» de terra, que retêm o bem mais precioso para a fauna e a flora destas paragens: a água. Por momentos, os limites desta imensidão de sal confunde-se com a linha do horizonte; noutros pontos, destaca-se ao longe o recorte da cordilheira andina; e, nas suas «margens» abrigam-se as aldeias e os lugares habitados por homens e mulheres que tiram da exploração do sal o seu sustento. Às feições rústicas características dos povos andinos, esculpidas pelo clima da alta montanha e pelo trabalho, juntam uma pele mais seca e escurecida pelo sol reflectido nos cristais. Os habitantes do salar raspam o sal da superfície protegendo a boca e os lábios com lenços e os olhos com óculos escuros. É uma vida de extrema dureza, para a qual as minas constituem a única opção.

Atenção! Perigo de cair num buraco...

 Para atravessar o Salar de jipe, recomenda-se a contratação de um guia conhecedor das passagens mais seguras Situado em plenos Andes bolivianos, a cerca de 3800 metros de altitude, o Salar de Uyuni é um imenso deserto de sal puro com mais de 12 mil quilómetros quadrados, rodeado por vulcões há muito extintos. A espessura da camada de sal varia entre 10 centímetros e 100 metros de profundidade. No Inverno (de Outubro a Março), a precipitação chega a acumular-se à superfície inundando grande parte do salar, embora não ultrapassando um nível de 20 a 25 centímetros. É o período do ano mais perigoso para atravessá-lo de jipe, dado o perigo potencial que representam os «baixios», autênticos buracos capazes de engolir por inteiro um automóvel!

Recomenda-se, por isso, a contratação de um guia conhecedor das passagens mais seguras. Recorra ao GPS e às comunicações via rádio, as grandes concentrações locais de lítio tornam, por vezes, as bússolas ineficazes. Evite, igualmente, sair dos rodados deixados pelos veículos que sulcaram previamente a superfície do salar, apesar, de ser muitas vezes difícil resistir à tentação de evoluir livremente fora dos trilhos. A estação seca (Verão) é a mais quente, mas também, a mais favorável para realizar expedições na região, com paragens obrigatórias nas ilhas de terra povoadas por cactos que se erguem até aos 10 ou 12 metros de altura e por uma fauna própria de pequenos roedores; e na aldeia de Jirira (no outro extremo do salar, tomando como referência a vila de Uyuni), onde é possível pernoitar em casa dos habitantes (a troco de alguma gratificação).

 Este deserto de sal é animado por uma infinidade de reflexos de luz dos cristais em directa exposição ao sol A vila de Uyuni não tem muito para oferecer aos viajantes. Não há água canalizada e muito menos aquecida, mas revela-se um ponto de passagem absolutamente indispensável no que respeita a combustíveis. Cuidados redobrados com a qualidade do gasóleo distribuído nos confins da Bolívia, que se apresenta geralmente como uma substância espessa de cor castanha, capaz de «entupir» literalmente os injectores mais sensíveis se não for previamente filtrado. É conveniente estar munido de «jerrycans» suplementares, para evitar reabastecer o veículo com combustíveis suspeitos. Em Uyuni, as casas alinham-se ao longo de ruas largas traçadas na perpendicular. Mesmo com limitações, existe um hotel (Avenida), uma pousada (Tunupa) e duas residenciais (Sucre e Urkupiña). Numa opção mais rústica, poderá experimentar o Hotel de Sal, totalmente construído em blocos de sal no meio do salar. Além das largas pistas de terra batida (com alguma «chapa ondulada» criada pela passagem de camiões) existe, agora, uma ligação regular de comboio entre a capital da Bolívia, La Paz e Uyuni."

Foto por Laura rocha de oliveira /DF
Espelho d'agua no salar de uyuni, nem todos os guias topam levar até os espelhos devido a periculosidade do chão ceder, porém o guia da Laura os levaram até lá... o meu não topou, assim como não topou ir ao cemitério de trens :(

Ok, é claro que não pode faltar as fotos clichês de quem visita o salar, conosco não seria diferente:



A isla del Pescado
"Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ilha do Pescado, Bolívia
A chamada ilha do Pescado localiza-se no salar de Uyuni, no Departamento de Potosí e no Departamento de Oruro, no sudoeste da Bolívia.

Constitui-se numa pequena elevação de terra, cercada de sal por todos os lados.

Em pleno salar, é um dos poucos pontos com alta concentração de seres vivos. Entre estes, destacam-se cactos com até dez metros de altura, com mais de 600 anos de idade."

Para subir até as rochas da Isla del pescado é necessário pagar 60 bolivares, cerca de uns 20 reais, eu não quis fazer essa subida pois nessa hora o mal da altitude já tinha me pego, já estava passando mal do soroche, com cansaço, nauseas, moleza,


Sobre os brasileiros e seu jeito de ser:

Escutei de um rapaz da alemanha que conheci em la casa del sol nasciente que era muito fácil de saber onde nós, brasileiros, estavamos. Era só seguir o barulho, a música, e as risadas, e lá estariamos, e foi isso que eles fizeram, fomos encontrados pelos rapazes do refugio do uyuni e pelo nosso colega alemão que conhecemos em  San Pedro que seguiu a musica no deserto e nos encontrou:

Nosso amigo Jo Hannes, de Kiel - Alemanha, nos encontrou através da musica.

A alegria de ser brasileiro: Rock no alto, danças no deserto


O deserto do Uyuni sem duvida é um lugar que merece ser visitado, toda aquela beleza, aquela paz, aquela liberdade, me senti tão inspirada que eu e minha parceira de aventuras Laura tomamos a liberdade de tirar a roupa naquele frio e correr nuas


Após atravessar o deserto de sal, nossa expedição terminou na cidade de Uyuni. uma cidade pequena, sem atrativos, sem diversão, sem beleza, sem higiene, sem boa comida, mas ao menos com água quente no ultimo refugio, que na verdade era um hotel, onde eram bem restritos em separar as mulheres dos homens na pousada, na verdade vocês vão perceber que na bolivia ele são muito assim, e até as mulheres possuem certos machismos.
Mas eu não aguentava mais ficar na bolivia, eu precisava comer, eu precisava de diversão de uma cidade calorosa, eu precisava de pessoas após passar dias vendo as mesmas pessoas e viajando num jipe, então pilhei a galera para viajar a noite para alguma cidade da argentina e não passar mais nenhuma noite comendo frango, então partimos rumo a Salvado de jujuy.. que vou deixar para o próximo post.

Apanhado geral:
Passeio de tour, cerca de R$470 reais, modo economico se alimentando apenas de comida do refugio, cortando banho e passando a noite nesses refugios.

Na terceira parte do relato do meu primeiro mochilão, abandonarei o roteiro e falarei para vocês como é a experiencia de viajar com desconhecidos, e por que decidi abandonar o grupo e seguir rumo ao sul, e a corajem que temos que ter quando todos nossos planos vão por água a baixo e estamos sozinhos em outro país.

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::Akasha Lincourt::

Akasha Lincourt... Taurina, Bipolar, 27 anos, sem enquadramento social, mas com ótimas lentes 50mm distorcidas ao invés de olhos. Apaixonada pela vida, pela arte, pela moda alternativa e pela estrada...

"VIVA RÁPIDO. MORRA JOVEM. SEJA SELVAGEM. E SE DIVIRTA!

Eu acredito no país que a América costumava ser. Acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da Estrada aberta. E meu lema é o mesmo de sempre. "Acredito na gentileza de estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma – dirijo. Apenas dirijo."

Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais sombrias? Você criou uma vida para si mesma onde é livre para experimentá-la?

Eu criei. Sou maluca pra caramba. Mas sou livre"

Email: Akasha_lincourt@hotmail.com

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